Planejamento de iluminação pública

Um dos primeiros projetos de iluminação pública, se é que podemos aplicar essas palavras no contexto do Século 10, foi implementado em Córdoba, na Espanha, cerca de mil anos atrás. Naquela época, lâmpadas de rua eram acionadas com combustíveis fósseis e, a cada noite, funcionários especiais circulavam pela cidade e acendiam essas lâmpadas.

Desde então, muitas coisas mudaram. Lâmpadas a gás foram substituídas por lâmpadas elétricas duráveis e com altas taxas de conservação de energia, e o processo de ligar e desligar as luzes se tornou automatizado.

Sem dúvidas, a iluminação pública é um benefício para todos nós hoje, oferecendo segurança e conforto durante as horas escuras. Contudo as redes de iluminação impõem alguns desafios consideráveis aos gestores públicos, e neste artigo, tentaremos analisar esses problemas e sugerir uma solução para eles em 4 passos básicos.

Confira!

 

Não existem soluções simples para problemas complexos

 

Embora municípios diferentes usem diferentes sistemas de iluminação pública e tenham uma abordagem diferente para o seu gerenciamento, há uma gama de problemas que é comum a todos eles. É na análise deste quadro que consiste o artigo que você está lendo. E, antes de continuar, é preciso alertar que não existe uma resposta comum de planejamento urbano para todos os municípios e áreas públicas.

Em primeiro lugar, é preciso considerar as taxas de consumo peculiares de cada realidade urbana. Depois, existem dificuldades relacionadas à manutenção do sistema: como o operador da rede de iluminação descobre que uma determinada lâmpada ou componente precisa ser consertado ou substituído? Por fim, é preciso selecionar o sistema de lâmpadas mais vantajoso para cada município.

Com todas as questões discutidas, é hora de partir para o planejamento estético, funcional e contextual da iluminação pública.

 

1. Mapeie o layout das vias

 

É preciso percorrer todas as áreas do município, zona urbana e rural, estradas, praças, monumentos e prédios públicos para selecionar os principais pontos focais. É assim que se define onde devem ser instalados os postes, por onde deve passar a fiação, onde fazer a ligação com as redes de distribuição e, principalmente, como definir os parâmetros fotométricos adequados para a necessidade local.

Uma vez que os principais pontos focais são definidos, a iluminação pode ser selecionada para outras áreas da paisagem, como caminhos que levam a um jardim, áreas de convés, varandas e calçadas.

 

2. Defina as características luminotécnicas

 

Com todos os pontos focais mapeados, é preciso consultar a NBR 5101:1992 para estabelecer os níveis de iluminância recomendados e de calcular os fatores de uniformidade mínimos. Além disso, é necessário que se faça uma distinção entre as vias para que a emissão luminosa seja maior em locais de trânsito rápido do que em uma praça de pedestres, por exemplo.

 

3. Especifique a distribuição da iluminação

 

Neste ponto, é preciso criar um planejamento da topologia de distribuição dos pontos de iluminação para cada situação — sem perder de vista os custos e as características da paisagem. Assim, pode ser feito um arranjo unilateral das luminárias (mais comum); arranjo bilateral alternado, bilateral oposto, entre outros.

 

4. Selecione as luminárias

 

Também é importante selecionar as luminárias que devem ser usadas para atender aos requisitos do planejamento. A lâmpada a vapor de sódio em alta pressão ainda é a mais empregada em sistemas de iluminação pública, mas lâmpadas de multivapores metálicos e LED tem ganhado cada vez mais espaço.

A tecnologia LED, por sinal, é a que mais tem ganhado espaço nos planejamentos de iluminação pública, uma vez que emite fachos de luz bem direcionados, é livre de metais pesados e tem uma vida útil extensa (cerca de 50 mil horas). A expectativa é que as lâmpadas de LED sejam a alternativa mais viável para os sistemas de iluminação do futuro.

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